O Silêncio.

    Com as atribulações da vida, tantas vezes deixamos de lado coisas que gostamos. A poesia sempre exerceu em mim um grande fascínio. Apesar de meus parcos conhecimentos literários; a palavra domina minha mente, encanta o meu espírito. Para não deixar passar essa ânsia de escrever, vou retomar esse blog esquecido; talvez ele me ampare nessa angústia da solidão; tentando clamar para o mundo inteiro, que sempre poderemos construir algo melhor!

O Silêncio

 

O silêncio é véu de mistério,

Onde o verbo repousa antes de nascer.

É ventre do mundo invisível,

Onde o espírito dorme...

Onde o espírito desperta.

Nada nele é vazio:

Cada pausa é um templo

Cada sombra; uma centelha escondida.

Quem o escuta,

Atravessa portais antigos;

Onde a mente se cala

E o coração compreende o indizível.

No silêncio a alma recorda

Seu nome primordial...

Aquele que o vento murmura,

Quando toca as montanhas.

O silêncio não é ausência...

É presença inteira.

É pausa que semeia o verbo...

É fonte que alimenta a palavra.

Mas os “silêncios” são como pedras...

E com pedras erguem-se muros e abrigos.

Depende de nós a obra a ser construída...

No abrigo; habita o nosso eco infinito;

Mas os muros... ah os muros!

Estes separam pessoas!

Então; cessam as vozes do mundo...

Só o silêncio permanece...

Como marca sensorial

Da solidão derradeira!




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